domingo, 6 de outubro de 2013

São Paulo prepara eleição de conselheiros municipais (... e prá ler e ver se aqui em Açailândia aprendemos alguma coisa...)

São Paulo prepara eleição de conselheiros municipais
 (... e prá ler e ver se aqui em Açailândia aprendemos alguma coisa...)


(Por Ricardo Rosseto, revista Carta Capital-SP, 03/10/2013 




Passado o furor das manifestações de junho, diversos especialistas parecem unânimes em afirmar que a origem dos protestos está no distanciamento entre a classe política e a sociedade civil.

 Se tal diagnóstico é correto, São Paulo, a maior cidade do país, parece indicar a disposição em criar um canal de diálogo entre a população e o poder público.

 Em 8 de dezembro, haverá uma eleição para que 1.125 moradores do município sejam nomeados representantes no Conselho Participativo Municipal.

 A expectativa é que as 32 subprefeituras da capital recuperem seu poder político, inserindo o cidadão no sistema de gestão da cidade, embora ainda haja muitas sobre a eficácia do sistema.

Os conselheiros serão eleitos por voto direto e facultativo em cada um dos distritos que compõe uma subprefeitura.

A de Pinheiros, por exemplo, terá como conselheiros os moradores dos distritos de Alto de Pinheiros, Pinheiros, Itaim Bibi e Jardim Paulista.

 O número de representantes vai depender do tamanho de cada região, mas nunca será menor do que 19 ou maior do que 51.

 Os novos conselheiros tomarão posse no início de 2014 e seus mandatos terão a duração de dois anos.

 De acordo com o regulamento da proposta, é assegurado aos eleitos uma única possibilidade de reeleição.

Até o dia 7 de outubro, qualquer cidadão maior de 18 anos, residente no município e com título de eleitor, pode se inscrever na sede da subprefeitura da sua região para se candidatar a uma vaga de conselheiro.

 O único pré-requisito para os interessados é entregar uma lista com a assinatura de pelo menos 100 apoiadores (com nome, número de documento e telefone) à sua candidatura.

Governo e oposição

Os conselhos participativos foram criados por uma emenda apresentada em maio pelo vereador José Police Neto (PSD), que faz oposição à gestão de Fernando Haddad (PT).
 O texto foi aprovado no fim de junho (em meio à onda de manifestações) e parece haver consenso entre governo e oposição de que a medida é uma boa alternativa para a cidade.
“A democracia avança quando o cidadão enxerga representatividade além do vereador e portanto precisamos dar mais importância à opinião das pessoas sobre os locais onde elas moram”, explicou Police Neto em entrevista à CartaCapital.

 Segundo o vereador, apesar de já existirem hoje em São Paulo alguns mecanismos de controle social que determinam as políticas públicas em cada setor (como o de saúde, educação e segurança), o fato de serem divididos em temas prejudica sua atuação. 

“A criação do Conselho Participativo permitirá potencializar a articulação destas instituições já existentes, trazendo as diversas temáticas para uma visão mais transversal dos problemas”, afirma.

A prefeitura de São Paulo estima gastar entre 5 e 10 milhões de reais para realizar as eleições, que contarão com a estrutura do Tribunal Regional Eleitoral.

Serão 10 mil urnas na cidade, divididas igualmente entre as 32 subprefeituras, com uma equipe de 30 mil mesários.

“Talvez seja caro, mas a democracia tem um preço”, disse a CartaCapital o secretário adjunto de Relações Governamentais, José Pivatto.

“Mas é importante dizer que as coisas estão sendo feitas de forma transparente, para um menor custo possível. Teremos uma ampla campanha de mídia para dar mais informações sobre esse processo eleitoral”, anuncia o secretário. 

“Nossa expectativa é que entre 400 mil e um milhão de paulistanos participem desse processo no dia 8 de dezembro. Será uma grande vitória para a cidade de São Paulo", emenda Pivatto.

A reportagem apurou que uma das medidas que estão sendo estudadas pelo Executivo - a pedido do vereador Police Neto - para incentivar as pessoas a irem às urnas no dia 8 de dezembro é oferecer transporte público gratuito até os locais de votação.

Espelho da sociedade

Os conselhos municipais podem servir para abrir espaço a movimentos sociais organizados. 

Desde 2004, Maxsuel José da Costa está à frente do Movimento Sem Teto do Ipiranga (MSTI), um dos muitos coletivos que lutam pelo direito à moradia em São Paulo.

Recentemente, o MSTI alcançou um dos seus maiores objetivos: uma área inutilizada de 420 mil metros quadrados na Vila Carioca, em Heliópolis, será utilizada para construir moradias de interesse social.

 À frente do movimento, Maxsuel representa 12 mil pessoas. Agora, como candidato à conselheiro da subprefeitura do Ipiranga, continuará sua luta política para desenvolver as necessidades que a população da região mais necessita. “Saí candidato pelo compromisso que assumi com a comunidade pelo direito à habitação, saúde e educação, que são o básico do alicerce para uma vida digna”, disse.

 Além de Max, outros 19 candidatos do MSTI disputarão as 47 vagas que a região oferecerá.

Em debate realizado na Casa da Cidade na última quarta-feira 25, o chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Relações Internacionais e Federativas, Gustavo Vidigal, afirmou que o Conselho Participativo precisa ser um espelho da sociedade, uma ferramenta influente onde as forças sociais e políticas se enxerguem.
Presente nesse debate, José Pivatto, das Relações Governamentais, minimizou o fato de conselho ser consultivo e não deliberativo.
“Independentemente dessa discussão, a garantia de um espaço para a participação popular de uma forma democrática e ampla é de uma expressividade que não tem tamanho. Quando você garante o canal de participação para o povo ele cria seus próprios instrumentos”, disse.
O comerciante Jorge Ifraim, candidato a conselheiro pela região de Santana, na zona norte da cidade, discorda dessa opinião ao defender o “empoderamento” do Conselho como instância de tomada efetiva de decisões locais. Morador há mais de cinquenta anos do bairro, Jorge enxerga problemas graves de mobilidade urbana na região, que está circunscrita entre dois acidentes geográficos: o rio Tietê e a serra da Cantareira. “A grande maioria das nossas avenidas termina em lugar nenhum e estamos esperando há décadas por obras de prolongamento de vias”, afirma.
“Um dos grandes problemas do poder público, independente da gestão e da ideologia no poder, e a falta de transversalidade entre os segmentos: os setores não se falam”, critica o comerciante. Ifraim defende as representatividades regionais pela sua capacidade de olhar de forma focada nos problemas. “Esses conselhos vão reconectar a sociedade com o governo.”
Os conselhos vão sair do papel?

A demanda pela descentralização na administração de São Paulo é antiga.
Em 1992, a Lei Orgânica do Município criou condições para o surgimento de uma ampla gama de espaços de participação da sociedade nas políticas públicas, mas elas, de fato, nunca foram efetivadas na capital paulista.
 Em 2002, a então prefeita Marta Suplicy (PT) editou a Lei 13.399, que criou as subprefeituras, para onde deveriam ser destinadas as decisões de assuntos locais.
Onze anos depois, as subprefeituras são, em grande medida, zeladorias urbanas – na gestão de Gilberto Kassab (PSD), 30 das então 31 subprefeituras chegaram a ser administradas por oficiais da reserva da Polícia Militar, uma estratégia que dificilmente poderia promover a democratização da administração.
Maria do Carmo Albuquerque, pesquisadora do Núcleo de Democracia e Ação Coletiva do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), afirma que a iniciativa, da forma como está estruturada, é inédita em todo o mundo.

 “A criação desse Conselho pode significar menos necessidade de protestos explosivos, na medida em que eles consigam efetivamente acolher novas vozes e novos atores de forma efetiva, evitando uma burocratização rígida e se mantendo aberto aos clamores sociais.”

A especialista afirma, entretanto, que essa abertura por parte do poder público precisa se manter. "Caso os novos conselhos se tornem rígidos e burocratizados, novos clamores poderão explodir".

Wagner Romão, cientista político da Unesp de Araraquara e também do Cebrap, acredita que o conselho ampliará a comunidade política no entorno da subprefeitura, ajudando o subprefeito a ser mais sensível àquilo que a população – ou, pelo menos, os grupos organizados locais – desejam. Romão lembra que, hoje, cada vereador representa 200 mil eleitores, e que o projeto vai quebrar esse "oligopólio da representação".

Cada um dos 1.125 conselheiros representará, em média, 10 mil habitantes. Para o cientista político os próximos anos serão um período de aprendizado democrático, por meio do qual os resultados poderão vir ou não. “Isso dependerá muito da capacidade de escuta do poder público, bem como da eloquência e capacidade organizativa dos próprios conselheiros", afirma.


(meu comentário):


Nesta segunda-feira, 07/10/2013, toma posse ‘novo Conselho Municipal de Educação/CME’. E na área da política de atendimento dos Direitos da Criança e do Adolescente, Açailândia prepara nova escolha de Conselheiros(as) da sociedade civil organizada ao COMUCAA/Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, para posse em dezembro próximo.

E o município ainda tem Conselhos Municipais aos montes: da Cidade,  de Alimentação Escolar, de Assistência Social, de Controle Social e Acompanhamento (FUNDEB), de Cultura, de Desenvolvimento Rural, de Meio Ambiente, de Políticas Públicas sobre Alcool e Drogas,  de Saúde, de Segurança Alimentar, dos Direitos da Mulher,  dos Direitos da Pessoa com Deficiência, dos Direitos do Idoso, Tutelar, do Trabalho....   
Conselhos, de políticas públicas, setoriais, então, não falta, para exercerem o chamado “controle social”, mais ou menos em conjunto com o Legislativo municipal...

A questão é aqui em Açailândia, a esmagadora maioria desses Conselhos, como aliás bem disse o Controlador Geral do Município, Pedro Rocha Dantas Neto, na audiência pública da noite de 30/09, segunda-feira passada, de “apresentação dos Relatórios Resumidos de Execução Orçamentária/gestão fiscal da Prefeitura, do 2º quadrimestre de 2013”, encontram-se em situação precária, lastimável, começando que até nas suas posses falta quórum (e mesmo assim, se dá a posse...).

Culpa da Prefeitura, que não valoriza e prestigia os Conselhos, não os dotando das condições dignas para funcionarem a contento e cumpriram suas atribuições e que são muitas e variadas, conforme cada Conselho: consultivas, propositivas, deliberativas, de monitoramento, fiscalizatórias, avaliatórias, e sobretudo, de controle social das ações e políticas públicas e do orçamento do governo municipal.

Mas também culpa da “sociedade civil organizada” ou sejam de suas entidades, também despreparadas, pouco compromissadas e organizadas quanto ao seu papel de “controle social”.

Acaba num quadro de “faz de conta”, lamentavelmente, e de franco desperdício de recursos públicos (embora o ‘investimento’ público nos Conselhos seja ínfimo e ‘reduzido ao máximo’, seja em termos de recursos humanos, materiais, financeiros, formação e qualidade...

Só para se ter uma ideia, a política municipal de assistência social, que ‘abrange’ seis (06) Conselhos (COMUCAA, CONTUA, CMAS, CMDIA, COMDIPE e Mulher), só dispõe de um único assessor técnico...

Isso não pode, assim não dá...



sábado, 5 de outubro de 2013

PROJETO DE LEI DO “PPA 2014-2017”: CÂMARA REUNE COM PREFEITURA, CONSELHOS E ENTIDADES DA SOCIEDADE CIVIL





PROJETO DE LEI DO “PPA 2014-2017”: CÂMARA REUNE COM PREFEITURA, CONSELHOS E ENTIDADES DA SOCIEDADE CIVIL

Na manhã desta quarta-feira, 02/10/2013, a Câmara Municipal de Açailândia, através de sua Comissão de Orçamento, e por iniciativa da Vereadora Maria de Fátima Camelo e da Presidente Lenilda Leandro Costa, reuniu com representantes da Assessoria de Planejamento da Prefeitura, Conselhos Municipais e entidades da sociedade civil, para iniciarem uma nova rodada de discussões no processo de aprovação do projeto de lei n.º 012/2013 – PPA/Plano Plurianual 2014/2017.

A reunião, entre 0900 e 1200 horas, foi acertada na noite da última segunda-feira, 30/01/2013, quando da Audiência Pública da apresentação dos “RREO/Relatórios Resumidos de Gestão Fiscal, 2º quadrimestre 2013”, pelo Controlador Geral do Município, Pedro Rocha Dantas Neto e pela Prefeita Gleide Lima Santos.

Entre as muitas falas, comentários, críticas e propostas, anotamos:
- a Vereadora Fátima Camelo, justificando a reunião, e a Vereadora Presidente Lenilda, abrindo oficialmente o evento, dizendo da sua importância, da disponibilidade e responsabilidade da Câmara, que aprova o orçamento público, e de quanto mais estudos, discussões (no bom sentido) com a população, melhor para Açailândia;
 - a Conselheira Tutelar Edna Maria Alves dos Santos e o representante do Fórum DCA/Direitos da Criança e do Adolescente, este que vos escreve, tratando do princípio da Absoluta Prioridade – pela Família, Sociedade e Sociedade/Governos-  no atendimento dos Direitos da Criança e do Adolescente, inclusive quanto a destinação privilegiada de recursos públicos e efetivação de políticas públicas (artigo 227 da Constituição da República e 4º do ECA/Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei Federal nº 8.069/1.990), sendo que a Conselheira Tutelar foi enfática em alguns pontos, como retirar da proposta  do PPA  a ‘rúbrica’ “Projeto Sentinela”, incluindo-o na ‘rúbrica’ “CREAS/Centro de Referência Especializado de Assistência Social”;
- o Conselho Municipal de Educação(CME), representado pela atual Presidente, Professora Mª Julia Martins de Brito, e pela futura Presidente, Micilene de Araujo Oliveira: “não houve eficiência na elaboração do projeto do PPA; não foram contempladas a Educação Especial, a Acessibilidade, profissionais de outras especialidades para apoio à Educação, o funcionamento e a manutenção do CME (que necessita de melhores condições para a sede, veículo, formação continuada para conselheiros/as)”;
 -o  segmento do esporte, representado pelo Presidente da AEFA/Associação das Escolinhas de Futebol, Carlos Augusto Figueiredo , José Albecy  (Escolinha Pé do Atleta), Domingos de Brito Neto (Plano da Serra): retirar do projeto do PPA as ‘rúbricas’ “Criação e Manutenção de Equipe de Futebol Profissional” e “Manutenção de Quadras de Futebol Society”, destinando os valores previstos, meio a meio, para reforçar as ‘rúbricas’ “Apoio a Entidades Esportivas- esporte escolar, comunitário e amador” e “Reforma, Melhorias e Manutenção de Parques Esportivos e Ginásio”, sendo que o Plano da Serra (reforçado pelo Vereador Canela”) reivindicou a imediata finalização do campo de futebol (o “poeirão”), obra iniciada e paralisada desde o ano passado, e a inauguração da quadra esportiva, e o segmento esportivo pede mais construções de quadras e praças esportivas;
- a população das pessoas com deficiência, estendendo-se às pessoas idosas, representadas pela Presidente do COMDIPE/Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Professora Renata Marchesini, e por João Luís Soares, Presidente da ADEFIA/Associação dos Deficientes Fisícos de Açailândia entendem que   estão satisfatoriamente contempladas no projeto do PPA 2014-2017, faltando garantir maiores recursos para funcionamento do Conselho ( com mais estrutura de pessoal, veículo) e iniciar de fato o cumprimento da Lei da Acessibilidade no município;
- a Assistência Social, representada pelo assessor de todos os Conselhos desta política pública, Raimundo Rodrigues da Silva, propôs da necessidade da inclusão de “aquisição de veículos” no orçamento, pois há esta inclusão em outras secretarias/órgãos,  disse das mudanças e novidades no SUAS/Sistema Único de Assistência Social e no PNAS/Política e Plano Nacional de Assistência, e especificamente da ‘rúbrica’ “Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos”, e que nos planos da SEMAS/Secretaria Municipal de Assistência Social, estão sim o atendimento de Alta Complexidade (com “Albergue” e outros serviços e Programas, como o de “Famílias Acolhedoras”) hoje um único ‘pacote’ com a Média Complexidade e a Assistência Básica;

- a Conselheira Tesoureira do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (COMUCAA), Ivanete da Silva Sousa, representante do CDVDH-CB/Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humanos Carmen Bascaran, destacou a importância do  orçamento e de que é preciso tudo estar registrado, pois depois tem muita dificuldade com a Prefeitura para a execução;

 - Antonio Soffientinni, representante da Associação de Moradores do Pequiá de Baixo, propôs a inclusão orçamentária de itens referentes à “remoção/transposição do povo do Pequiá de Baixo”, processo ora em andamento, pois a muita coisa acontecendo sobre isso mas também é necessário constar no orçamento público municipal, para se ter maiores garantias quanto a serviços, projetos, programas, atividades pertinentes ao Executivo açailandense (como por exemplo, a efetivação da doação inicial do SIFEMA para a desapropriação do terreno, depósito judicial no Banco do Brasil, mas com ação tramitando na justiça, na parte da receita, e consignar claramente no orçamento as intenções de construção e instalações para o “novo Pequiá de Baixo”. Soffientine ainda propôs que se a Presidente da Câmara definisse o tempo, prazo para este processo de aprovação do PPA, e ao final, ela afirmou que será para o final de novembro, quando da votação pelos(as) Vereadores(as);

 - o Conselheiro do COMPAD/Conselho Municipal de Políticas Públicas sobre Alcool e Drogas, Fábio Melo,  estranhou que as ‘rúbricas’ desta política pública municipal estejam divididas entre a Assistência Social e a Saúde, e que se repensasse, para maiores,  os valores previstos para manutenção e funcionamento do Conselho e do Fundo Municipal respectivo;

 - o representante local do Sindicato dos Bancários, Francisco das Chagas de Sousa, também ligado ao MEI-Movimento Estudantil Independente, propôs a inclusão orçamentária para o “Passe Livre Estudantil”, o que  vem sendo discutido e implantado em muitos municípios brasileiros, sobretudo como consequência dos protestos de junho passado, e de se prever um setor público municipal para fiscalizar e fazer cumprir a “Lei das Filas”, que completa dez anos aqui em Açailândia.    

O Contador Geral da Prefeitura de Açailândia, Eduardo de Sousa Lima, e o técnico Antonio Siqueira Diniz Junior, da ASPLAN/Assessoria de Planejamento da Prefeitura, responderam aos muitos questionamentos colocados pelos(as) participantes, justificando  as ‘rúbricas e valores’, mas ressaltaram que a qualquer tempo, o PPA (mesmo aprovado) pode ser alterado, e que nesta etapa atual, é de competência da Câmara Municipal sua análise e sendo o caso, mudanças.

Responderam positivamente à proposta de inclusão mais especifica para a “remoção do Pequiá de Baixo”, também defendida pelo Vereador Professor Pedro, e que irão considerar, com a Câmara, as outras propostas. Sobre “aquisição de veículos”, estariam nos orçamentos de todas as Secretarias, dentre “Equipamentos e Material Permanente”.

O assessor jurídico da Câmara, José Carlos Patriota, defendeu que seria mais importante a discussão sobre  o projeto de lei da LOA/Lei Orçamentária Anual, para 2014, que foi encaminhada pela Prefeitura à Câmara no dia 30/09, que a do PPA 2014-2017.

O Vereador Luis Carlos Silva “Carlinhos do Fórum”, somado ao Vereador Fábio, colocou na pauta o ‘desprestígio atual do esporte, mero departamento da Educação’, ainda mais em período que esporte passa a ser pauta nacional, com a Copa do Mundo de Futebol em 2014, as Olimpíadas em 2016, e que é necessário consolidar a “Secretaria”.

A Vereadora Diomar Freire colocou que realmente é preciso “registrar,que esteja escrito no orçamento”, pois no momento de “cobrar”, a resposta vai estar condicionada ao orçamento.

O Vereador José Sarney Moreira – assim como os técnicos da Prefeitura- disse que o governo municipal esteve- com as audiências públicas do primeiro semestre nos bairros- e está aberto na discussão e nas propostas para o PPA e qualquer outra lei do executivo.

Com as colocações dos técnicos da Prefeitura que um segmento indispensável e fundamental não esteve presente – o da saúde (nem Secretaria tampouco o Conselho)- a Vereadora Fátima Camelo propôs, sendo aceito pela Câmara, que cada Comissão convidasse as Secretarias e entidades do setor, para discussões e análises do orçamento.

Participaram ainda na reunião: Maria Cristina da Conceição, Conselheira Secretária do COMUCAA, representante da APAE/Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais; Ivanize Mota Compasso Araújo, Presidente do COMUCAA; Vereadores Fábio “Mania”, Bento “Camarão” e Vagnaldo; José Albino Silva, da Associação de Moradores do Pequiá de Baixo; Marluce Pacheco, do CME; Juracy Rodrigues Novais, técnico de Projetos da Prefeitura; Feliciano João da Silva, da APAE; Wilton Lima, blogueiro.

Ao final, as Vereadoras Fátima Camelo e Lenilda Leandro Costa agradeceram aos(as) participantes, anunciando que a Câmara está aberta para que Conselhos, Secretarias,Entidades, Comunidades contribuam para a construção do PPA 2014-2017, pois ela é o planejamento de médio prazo (quatro anos) do governo municipal, suas intenções de realizações,  e base para as leis orçamentárias anuais (LDO/Lei de Diretrizes Orçamentárias e LOA).



quarta-feira, 2 de outubro de 2013

AUDIÊNCIAS PÚBLICAS "RREO" E "LEI MUNICIPAL 245/2013"





AUDIÊNCIA PÚBLICA DE APRESENTAÇÃO DOS ‘RELATÓRIOS DE GESTÃO FISCAL DO 2º QUADRIMESTRE 2013’ DA PREFEITURA MUNICIPAL DE AÇAILÂNDIA-MA



Na noite da segunda-feira que passou, 30/09/2013, no auditório da Câmara Municipal de Açailândia-MA., aconteceu a Audiência Pública acima titulada.

Com  introdução da Prefeita Gleide Lima Santos, foi apresentada pelo Controlador Geral do Município, Pedro Rocha Dantas Neto.

Ele falou sobre a Lei Complementar n.º 101/2000 – a famosa “Lei da Responsabilidade Fiscal”- , o ciclo orçamentário – PPA, LDO, LOA – e sobre alguns itens da execução orçamentária municipal deste ano 2013, nestes primeiros oito meses – janeiro a agosto: - receita cerca de dez por cento (10%) abaixo da prevista, FUNDEB 60 e Saúde pouco acima dos percentuais legais...

No entanto, para frustação dos poucos representantes de Conselhos de Políticas Públicas e da “sociedade civil organizada” presentes, os “Relatórios Fiscais” (RREO- Relatórios Resumidos de Execucão Orçamentária) não foram apresentados, por problemas na exibição (data-show).

Também pouquíssimos membros do Parlamento Mirim presentes: as vereadoras Fátima Camelo e Lenilda Leandro Costa, Presidente da Câmara, os vereadores Francisco Sousa, o “Canela” e “Professor Pedro”

O Controlador do Município, ao final, comunicou que os “RREO” estão disponíveis a qualquer entidade ou cidadão(ã), E que o PPA já tramita na Câmara Municipal (a LDO foi aprovada no primeiro semestre) e a que a Prefeitura, neste final de setembro, já encaminhou o projeto de lei da LOA 2014.

O convite para a Audiência Pública   foi o abaixo:

 

                           GABINETE DA PREFEITA         
                                    
                   EDITAL DE CONVOCAÇÃO No.002/2013

Convocação para a audiência Pública, para apresentação dos Relatórios de Gestão Fiscal do 2º. Quadrimestre 2013.

A Prefeitura Municipal de Açailândia – MA, através do Chefe do Poder Executivo, prefeita Gleide Lima Santos, no uso de suas atribuições legais, tem a honra de convidar toda a população de Açailândia para participar da AUDIÊNCIA PÚBLICA que se realizará no dia 30/09/13, (HOJE), ás 19h30, no plenário da Câmara Municipal de Açailândia, em cumprimento ao art. 9º, parágrafo 4º, da Lei Complementar 101/2000, Lei de Responsabilidade Fiscal, cuja pauta terá o objetivo específico de:

I – apresentação do Relatório da Gestão Fiscal do segundo quadrimestre de 2013.

Contando com a presença de todos antecipa os agradecimentos.


                                     Açailândia – MA – 23 de setembro de 2013
                                     
                                             Gleide Lima Santos
                                      Prefeita de Açailândia – MA.

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            AUDIÊNCIA PÚBLICA “LEI MUNICIPAL n.º 245/2005”

Realizada na noite de terça-feira, 1º/10/2013, entre 1930 e 2225 horas, na Câmara de Vereadores a “Audiência Pública sobre a Lei Municipal nº 245/2005” ( que dispõe sobre horário de funcionamento de bares e outros estabelecimentos de lazer e entretenimento).

Idealizada pelo Vereador “Professor Pedro”, a Audiência Pública contemplou a quem participou (ao contrário da Audiência Pública da noite anterior, na mesma Câmara Municipal, sobre os “Relatórios da Gestão Fiscal da Prefeitura, 2º Quadrimestre 2013”).

Enquanto representantes dos segmentos de bares e de promoção de festas/”shows” - (Leni, Alex, Iuri, entre outros/as) – reinvidicavam estender em uma hora e meia o horário previsto em lei (meia noite, nos “dias de semana” e duas horas, nas madrugadas de finais de semanais), além de condições especiais para os “grandes shows”, o Delegado Regional de Polícia Cívil, Vital Rodrigues, o Major PM Eurico Alves da Silva Filho e o Promotor de Justiça Leonardo Tupinambá enfatizaram a questão legal, e que a lei municipal “não era tão ruim assim...”.

O Delegado Regional e o Major Comandante deixaram claro que “álcool é droga sim” e que “álcool mais que o crack é o problema hoje em Açailândia”.  

Proposta pelo Promotor de Justiça, a Audiência Pública da “Lei Municipal n.º 245/2013”  também passou a contemplar a “Lei do Silêncio” (Lei Municipal n.º 320/2009).

O representante da Igreja Assembléia de Deus (e das igrejas evangélicas), como o representante dos “grandes shows”, també, reinvidicou uma atenção diferenciada, em relação ao som, para as igrejas, considerando “injusta” uma ação contra uma igreja por esta questão.

A Presidenta do COMUCAA/Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, Ivanize Mota Compasso Araújo, apelou à representação dos bares que não vendam bebidas alcoólicas a Crianças e Adolescentes, e à promotores(as) de festas e “shows”, que não deixem Crianças e Adolescentes permanecerem fora dos horários previstos em lei.

A Coordenadora do CONTUA/Conselho Tutelar de Açailândia, Conselheira Tutelar Lucinete Freitas de Aguiar, tratou dos artigos 243 (venda ou fornecimento gratuito a Criança e a Adolescente, de substâncias que possam causar dependência física ou psíquica)  e 252 (estabelecimentos de diversão e espetáculos afixarem informações destacadas)  do ECA/Estatuto da Criança e do Adolescente.

O Secretário Municipal do Meio Ambiente, Leonardo Queiróz, disse das dificuldades em cumprir com a fiscalização sonora, pois só dispões de dois fiscais.  

Além do “Professor Pedro”, destaques para as falas das Vereadores Fátima Camelo e Lenilda Leandro e dos Vereadores Bento “Camarão” e Paulo “Canarana”.

O representante da sociedade civil organizada, Irmão Antonio Soffientini, da Paróquia Santa Luzia do Pequiá, ao apresentar as propostas, as resumiu, reforçando o que havia sido defendido pelo Promotor de Justiça, o Delegado Regional e o Major Comandante: “ regulamentar as leis municipais n.ºs 245/2005 e 320/2009, e aplicá-las, fazê-las cumprir”.