sexta-feira, 4 de agosto de 2017

FÓRUM DCA AÇAILÂNDIA: Assembléia Geral de Agosto neste sábado 05








A Presidenta da Associação de Moradores da Vila Capeloza, professora Raimunda Campos, confirmou a realização da assembléia ordinária referente ao mês de agosto, do Fórum Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Açailândia/FÓRUM DCA AÇAILÂNDIA.     (A  Associação ocupa atualmente a Secretaria Executiva do Fórum DCA Açailândia, na pessoa de Raimundo Rodrigues da Silva))

O local: sede do COMUCAA/Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, na Rua Marly Sarney, n.º 1.112, Centro, pertinho do Supermercado Mateus. O horário de inicio: 0830 horas.

Na pauta, os resultados dos encaminhamentos deliberados nas ultimas assembléias do Fórum DCA, principalmente de junho e julho, entre eles situações sobre o caso do menino desaparecido e assassinado Elson, os casos “CPI 2003 e Provita” – de exploração sexual de Adolescentes; a formação continuada 2017 das instituições e agentes do ‘sgdca/sistema de garantia de Direitos de Crianças e Adolescentes; reunião com a Secretaria Municipal de Assistência Social para debater sobre o atendimento socioassistencial; visitas e atualizações do registro das entidades junto ao COMUCAA.

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quinta-feira, 3 de agosto de 2017

COMUCAA REALIZA A ASSEMBLÉIA DE AGOSTO 2017












O COMUCAA/Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Açailândia-MA., realizou na manhã desta quinta-feira, 03/08/2017, entre 0900 e 1100 horas, em sua sede, Rua Marly Sarney, n.º 1.112, Centro, a assembléia ordinária referente ao mês de agosto.

Conduzida pela Conselheira Presidenta Angêla Márcia Lima Silva, a assembléia discutiu e tomou deliberações,entre outras:


1)   Situação do pedido de mudança do nome da Escola Municipal Ildenor Gonçalves dos Santos, do Assentamento Novo Oriente, para o do menino desaparecido e assassinado Elson Machado da Silva, cuja família é moradora daquela área campesina

– o pedido foi feito pelo Fórum Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Fórum DCA Açailândia), indicado pelo representante Associação de Moradores do Pequiá de Baixo, Ivan Gonçalves, desde junho, mais de dois meses, e o COMUCAA, apesar da tramitação do CME/Conselho Municipal de Educação, junto á Secretaria de Educação e Prefeitura, e tratativas do Fórum DCA e CONTUA/Conselho Tutelar junto ao CME e Secretaria, em contrário, alega   muito burocracia para aprovar.  

 - A Conselheira Ivanize Mota Compasso Araújo, que também compõe o CME, sendo sua vice-presidenta, relatou sobre essa tramitação pelo CME.

2)   Sobre a proposta, também do Fórum DCA, de mobilização social, com a articulação pelo COMUCAA., para que se agilize e se cumpra as sentenças judiciais nos casos das ações penais contra os condenados pelo desaparecimento e assassinato do menino ELSON, bem como nos casos assim chamados “CPI 2003 e Provita”, e se busquem os Direitos ás vitimas e suas famílias

- colocada na pauta, discutida, mas não houve deliberação.

3)   Sobre a política de atendimento às Medidas Socioeducativas (MSE) a Adolescentes em conflito com a lei, bem como a precariedade no atendimento socioassistencial pelos programas e serviços públicos, que também não se integram, o COMUCAA deliberou por convocar uma reunião, com certa urgência, com  a gestão da Secretaria Municipal de Assistência Social e as coordenações de programas e serviços de atendimento socioassistenciais, principalmente CRAS/Centros de Referência de Assistência Social e o CREAS.

 O Conselheiro Nilo Martins também ressaltou a necessidade urgente de se reunir com a gestão municipal, para buscar resolver algumas dificuldades encontradas pelos programas e serviços públicos no atendimento ao povo.

 O Conselheiro Adolescente Moises da  Cruz Oliveira relatou visita da Comissão Juvenil do Fórum DCA ao CREAS, para estabelecimento de parcerias, e que as precariedades do atendimento não são devidas aos(as) servidores(as) do órgão assistencial, mas da falta de apoio do poder público, sendo respondido que para isso se pedia reunião urgente com a gestão socioassistencial.

A Conselheira Secretária Antonia Almeida de Sousa propôs que nesta reunião estivesse o Prefeito, o e Fórum DCA acrescentou que participasse o Controlador do  Município.


- Sobre a proposta, ainda do Fórum DCA, de se buscar parceria,  com o “Projeto Sementes” e a Rede Maranhense de Justiça Juvenil/Pastoral do Menor, para uma formação continuada em MSE e Justiça Juvenil Restaurativa, o COMUCAA ainda estaria analisando.


4)   Sobre a (re) ativação do ‘Grupo de Monitoramento de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes’, com a proposta de reunião de planejamento para a lembrança do “Dia MARIA MARTA”, que por lei municipal (n.º 273/2007)  é dia 26 de agosto:

- O COMUCAA, ao qual o “Grupo de Monitoramento” é vinculado, e o CREAS/Centro de Referência Especializado de Assistência, ora na coordenação do “Grupo...”, garantem uma reunião semana que vem para tratar do assunto.  

5)   - A Presidenta do COMUCAA relatou sobre visita de comissão do Conselho à “Casa Abrigo”, unidade de acolhimento institucional municipal, e comunicou a adesão de Açailândia ao “Selo UNICEF Município Aprovado Edição 2017-2020 Amazônia”, na sua terceira versão (Açailândia conquistou o “Selo...” nas edições anteriores, “2009-2012 e 2013-2016), apresentando o Articulador, o professor Josivan Campos, escolhido pelo Prefeito Municipal Jucelino Oliveira;

- A conselheira Tesoureira Gele Maria Sousa apresentou o Edital de Convocação das Entidades para Atualização de Registros e Programas, com prazo de 15 de agosto a 15 de setembro, tendo sido aprovado pelo colegiado do Conselho;

- O colegiado aprovou aquisição de um notebook, para uso exclusivo da Tesouraria, sobretudo mecessário para procedimentos do FIA/Fundo Municipal para a Infância e Adolescência, junto ao Banco do Brasil;


- O Secretário Executivo do Fórum DCA Açailândia, Raimundo Rodrigues da Silva, colocou sobre a finalização da minuta do “Plano Decenal Municipal de Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes”, com reunião da comissão responsável na próxima quarta-feira, 09/08, e também sobre o tema “Trabalho Infantil”;

- A Conselheira Tutelar Coordenadora Benilza Santos pautou assunto sobre  a necessidade de “criação e funcionamento do programa de Familia Acolhedora”, previsto pelo “Plano Municipal do Direito de Crianças e Adolescentes á Convivência Familiar e Comunitária” aprovado pelo COMUCAA em 2012, mas sequer ainda publicamente apresentado, divulgado, discutido e avaliado publicamente.

- A Conselheira Presidenta anunciou, que em acordo com o CONTUA e com a AEFA/Associação das Escolinhas de Futebol,  “formação das Escolinhas de Futebol”, que seria no final do mês de julho, acontecerá dias 24 e 25 deste mês.


(Fotos:Rosalva Macedo, no facebook)





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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

O mundo, para as crianças, é a sua comunidade











Por:  Maria Helena Masquetti*, no “Blog da ANDI”, 01/08/2017




Conforme amadurecemos, nossa noção de mundo se amplia, passando daquilo que nossa vista alcançava quando pequenos até chegar ao seu tamanho físico real. Com o decorrer do tempo, muita coisa muda em nossas vidas, mas o que vivemos e sentimos na infância não deixa de existir por isso. Válido para as experiências boas ou não.


“O mundo é maravilhoso!” ou “O mundo é ruim!” são exclamações comuns de se ouvir, mas que, muitas vezes, podem não referir somente ao mundo presente e, sim, àquele que esteve um dia bem próximo de nós e com o qual interagíamos. Um mundo restrito, mas que falava com a gente e com o qual também podíamos falar. Ou, na pior das lembranças, um mundo onde só ele falava sem se importar com o que se passava com a gente. Quem associou com o que o marketing faz hoje com nossas crianças, o fez com razão.
Assim, o mundo para as crianças não chega a ser muito maior do que o espaço que engloba sua casa, sua família, seus vizinhos e a escola. Caso nos esqueçamos disso de vez em quando, é importante ter em mente que o marketing nunca esquece, além de pesquisar continuamente para saber como as crianças percebem o seu entorno. Basta observar alguns comerciais dirigidos à infância onde um grupo de três ou quatro crianças, usando certo produto, é suficiente para justificar o apelo final do filme: “Todo mundo está comprando, todo mundo está usando, só falta você!”. Considerando que as crianças acreditam no que ouvem e veem, aquelas poucas crianças do comercial representam mesmo todo o mundo para elas. E é esta convicção que leva tantas crianças ao desespero enquanto suplicam que os pais lhe comprem o objeto anunciado.
“Todo mundo tem celular, só eu que não!”. Embora este tipo de queixa seja muito comum entre as crianças e adolescentes, uma família não consumista em sintonia com a escola, e vice-versa, pode mostrar aos pequenos que esse “todo mundo” está, isto sim, pintando, criando, lendo, correndo, explorando espaços e brincando lá fora em lugar de se prostrar diante das telas.
Se as crianças puderem observar, por exemplo, que, na comunidade da qual fazem parte, todos usam os calçados que julgam mais confortáveis independentemente de marcas ou modelos, não terão porque sofrer tanto se não puderem ter um tênis de marca. Se, na escola, todas as crianças consumirem sucos naturais e as cantinas oferecerem alimentos saudáveis, elas não estarão expostas à estratégica tentação visual das tranqueiras e refrigerantes.
Embora refletir sobre isso não tenha sido suficiente para inibir as ações do marketing infantil, pode, no entanto, ajudar os pais, os responsáveis e as escolas a confiar no quanto a comunidade unida e os exemplos saudáveis que podem dar são seus melhores aliados na educação das crianças.
“Mas, e quando a criança crescer e passar a interagir com o mundo em sua real dimensão?”. Quem já ouviu a frase: “A primeira impressão é a que fica”, pode considerá-la válida também para esta primeira noção de mundo que as crianças têm. O modo como ela percebia seu mundo é o que prevalece. É muito mais fácil para um jovem se sentir aceito em seus grupos e resistir à compulsão consumista quando esteve protegido do assédio comercial até amadurecer para compreender e julgar as manobras de vendas.
Aprendendo com a vida no campo, quando o broto de café se torna um pequeno arbusto, o agricultor já não precisa cuidar dele como nos primeiros dias, porque suas raízes já se fincaram no solo, tornando-o mais resistente às intempéries e aos ataques daninhos. Assim também, em lugar de desejar tantas coisas pela indução do marketing, nossas crianças precisam justamente ser protegidas dele até que possam construir melhor sua identidade. Depois disso, serão escolhas feitas por pessoas mais seguras e provavelmente melhor convencidas, pela experiência grata da infância, de que o mundo todo pode ser mais feliz sem a pressão do consumo.
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(*) Maria Helena Masquetti é graduada em Psicologia e Comunicação Social, possui especialização em Psicoterapia Breve e realiza atendimento clínico em consultório desde 1993. Exerceu a função de redatora publicitária durante 12 anos e hoje é psicóloga do Alana.
[Fonte: Envolverde]


·       Fica o alerta: o poder do marketing, o poder da propaganda, sobretudo às Crianças! E como temos, em nosso dia, na mídia, nas ruas, nas conversas, ‘marketing-propaganda-merchandising e coisa que valha’, inflacionando as mentes das Crianças e distorcendo “suas vontades, valores e desejos”.
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·        É a era plena do consumismo, do individualismo, do capitalismo selvagem e predatório, do valor em dinheiro!
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·       Neymar e futebol, a meninada quer  ser como ele, ir pra Europa, olha quanto dinheiro, quanta fama, quanta coisa bacana, quanta garota bonita, gata! Celular? Hoje não dá prá viver sem ele! Como sabe saber onde meu filho está, o que faz, com quem, se ele não tem celular? E por aí vai, assim, estamos ‘educando’ nossas Crianças, preparando “as futuras gerações”...
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·       Em tempo: além de outras regulamentações no setor “propaganda para Crianças”, o CONANDA/Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, baixou a Resolução n.º 163/2014, que normatiza o que se deve considerar propaganda abusiva para Crianças.

(Eduardo Hirata)


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