sábado, 23 de setembro de 2017

MSE/Medidas Socioeducativas e LGBTfobia: Conanda assina Nota sobre LGBTfobia e debate aumento do tempo de internação com o relator do PL na Câmara












MSE/Medidas Socioeducativas e LGBTfobia: Conanda assina Nota sobre LGBTfobia e debate aumento do tempo de internação com o relator do PL na Câmara



·            E aqui em Açailândia do Maranhão, como no resto do Brasil, nestes “tempos estranhos” conforme definiu o ministro do STF, Marco Aurélio Melo, estarrece a discriminação, o preconceito, o ódio contra LGBTs. 

·            E após dois eventos recentíssimos que trataram do assunto “MSE/Medidas Socioeducativas a Adolescentes em conflito com a Lei”, espera-se que Açailândia e sua “política municipal de atendimento dos Direitos de Crianbça e Adolescente/DCA” e o “sgdca/sistema de garantia de Direitos de Crianças e Adolescentes” atenda e cuide melhor de seus/suas Adolescentes em conflito com a lei, em situações de violência, e de proteção como testemunhas ou ameaçados(as).

·            A seguir, Nota do CONANDA sobre os temas:
  
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Conanda assina Nota sobre LGBTfobia e debate aumento do tempo de internação com o relator do PL na Câmara
  


(Com base no ‘Portal do CONANDA., 22/09/2017)



O CONANDA/ Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente  assinou, na última semana, durante a 265ª Assembleia Ordinária do colegiado, nota pública conjunta com o Conselho Nacional de Combate a Discriminação de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (CNCD/LGBT).


 A Nota reconhece a urgência em discutir e, principalmente, repudiar as violações de direitos humanos e de assassinatos de crianças e adolescentes por motivações LGBTfóbicas no Brasil.


 Na mesma oportunidade o Conselho recebeu o Deputado Federal Aliel Machado (Rede-PR), relator do Projeto de Lei n° 7.197, que trata da revisão das medidas socioeducativas e propõe o aumento do tempo de internação de adolescentes que cometeram ato infracional com resultado morte.


A Nota pública conjunta assinada pelo vice-presidente do Conanda, Marco Antônio Soares, e o presidente do CNCD/LGBT, Zezinho Prado, além de reconhecer a urgência do debate sobre a LGBTfobia pela sociedade, repudia a violência que decorre dela.

 A nota também reafirma o disposto no Art. 5º do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que diz: “Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão”, propondo a união de esforços para enfrentar as violações de direitos e violências contra crianças e adolescentes LGBT.

Já o debate do pleno do Conanda com o Deputado Federal, relator do parecer da Comissão Especial da Câmara dos Deputados que trata da revisão das medidas socioeducativas e propõe o aumento do tempo de internação para adolescentes que cometerem atos infracionais com resultado morte.

 Aliel Machado, resultou no posicionamento contrário do colegiado ao texto proposto pelo Deputado. Para o Conanda, não há como negociar os direitos destes adolescentes, sendo o Conselho contra qualquer proposta que signifique retrocesso dos direitos adquiridos e previstos pelo ECA.

Antes do debate, foi apresentado à plenária do Conselho, e ao Relator, um estudo realizado pelo Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS) que demonstra o impacto, também econômico, que o aumento do tempo de internação  traria para o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase).

Segundo o Deputado, a proposta de aumento  do tempo de internação é resultado de um amplo debate e negociação com as bancadas mais conservadoras da Câmara e, portanto, defensoras da redução da maioridade penal que é outra proposta também em tramitação no Congresso, sendo por isso, para ele, a opção menos danosa e com mais chances de ser uma alternativa à redução da maioridade penal. Aliel reafirmou ao Conanda que esta, portanto, será a sua escolha para compor o relatório a ser apresentado para a Comissão Especial na próxima semana.


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sexta-feira, 22 de setembro de 2017

“DIA NACIONAL DE LUTA DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA” é comemorado em Açailândia-MA. Prefeitura em TAC com o MPMA finalmente se compromete com a acessibilidade em seus prédios








Aconteceu ontem pela manhã, na Câmara Municipal de Açailândia, evento comemorativo ao “Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência”, promovido pela 3ª Promotoria de Justiça da Comarca, que tem como titular a Promotora de Justiça Samira Merces dos Santos.

A assinatura de um TAC/Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta entre a 3ª Promotoria de Justiça de Açailândia e o Prefeito Jucelino Oliveira foi o momento significativo do dia. Nele, o Prefeito se comprometeu, num prazo de dois anos, a tornar plenamente acessíveis, conforme a lei, os prédios públicos municipais.

O prefeito ainda se referiu à questão do transporte público, e o direito à gratuidade às pessoas com deficiência,  com o embate táxis-lotação x empresa de ônibus, e ao terreno para a construção da sede da APAE/Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais.

A psicopedagoga Ivanilde Sobral, do Departamento de Educação Especial da Secretaria Municipal de Educação, proferiu uma palestra, ressaltando a importância do “Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência”.

Lideranças do “Movimento dos Direitos da Pessoa com Deficiência” se manifestaram, entre elas,  Ana Hélia Santos Soares, do COMDIPE/Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência, e João Luís Soares, do Fórum Regional das Entidades de Pessoas com Deficiência e Patologia Sul Maranhense.

Entre as participações no evento, tivemos Maria do Socorro Gomes, presidenta do CMAS/Conselho Municipal de Assistência Social; Rosilda Pereira, da AEEA/Associação dos Estudantes Especiais; Lindomar Vieira Silva, da ASA/Associação dos Surdos de Açailândia; Francieudes Gomes, da ADEFIA/Associação dos Deficientes Físicos de Açailândia; José Vagner Mesquita Mendes, do CDVDH-CB/Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humanos; Sabryna Brito Alves,  da OAB/Ordem dos Advogados do Brasil, local;  Maria Cristina Conceição, da APAE.

Entre outras autoridades, tivemos o presidente da Câmara de Vereadores, Josibeliano Chagas Farias; o vereador Irmão Jorge; o procurador do município,  Saulo Vieira; as Secretárias Municipais de Educação, Maria Luisa Vieira Oliveira e da Saúde. Kerly Rodrigues Cardoso; o Secretário de Esportes e Juventude, Glen Hilton Soares Pereira, o Promotor de Justiça da Infância e da Juventude, Gleudson Malheiros Guimarães.


(Fotos: Ana Hélia Soares, isinaldo Lopes e  blog Maicon Sousa)

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quinta-feira, 21 de setembro de 2017

21 de setembro – Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência




21 de setembro – Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência


O Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência é uma importante oportunidade para refletirmos sobre a importância da inclusão social.

·        (Com base no “Mundo Educação”)

 Entre os principais problemas enfrentados pelas pessoas com deficiência, está a falta de acessibilidade


No dia 21 de setembro, é comemorado, no Brasil, o Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência. Essa data foi oficializada em 2005 pela Lei Nº 11.133, entretanto, já era comemorada desde o ano de 1982.


O 21 de setembro foi escolhido porque está próximo do início da primavera, estação conhecida pelo aparecimento das flores. Esse fenômeno representaria o nascimento e renovação da luta das pessoas com deficiência.


Segundo a Lei Nº 13.146/15, a pessoa com deficiência é aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.

Assim sendo, o Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência surgiu como forma de garantir a integralização dessas pessoas na sociedade de maneira igualitária e sem preconceitos.


·        Aqui em Açailândia do Maranhão, teremos um evento agora pela manhã na Câmara Municipal, promovido pelo Judiciário e Ministério Público Estadual.
(Eduardo Hirata)
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quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Nota Pública do CONANDA contrária à proposta da PEC 33/2012 NÃO À REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL !

                                                          
                                                              NOTA PÚBLICA


 O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente – CONANDA, órgão colegiado permanente de caráter deliberativo e composição paritária, previsto no artigo 88 da lei nº 8.069/90 – Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)

 vem à público reiterar seu posicionamento CONTRÁRIO à Proposta de Emenda à Constituição - PEC 33/2012 e apensadas, que propõe redução da maioridade penal, atualmente sob apreciação na CCJ do Senado, em razão dos seguintes fatos e fundamentos:


 As propostas de emenda à Constituição para redução da idade penal não são solução para a grave questão da violência no Brasil. Os adolescentes são as maiores vítimas desta violência, chegando a 26 mortes por homicídio (Dados do Mapa da Violência de 2015). Combater a violência exige a redução das desigualdades sociais e investimentos públicos substanciais em políticas com foco em educação, saúde, esporte, lazer, assistência social e geração de renda.

No Brasil, a pessoa maior de 18 anos de idade que pratica crime é processada e condenada nos termos previstos no Código Penal e suas respectivas sanções. A pena imposta deverá ser executada em presídios destinados aos adultos. E o adolescente (pessoa com mais de 12 anos e com 18 anos incompletos) de igual modo, também responde pelo ato infracional que pratica nos termos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente e na Lei nº 12.594/2012, que institui o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo – SINASE.

 A PEC 33/2012, e as outras a ela apensadas, são inconstitucionais, pois visam alterar dispositivo protetor de um direito fundamental, ou seja, que é cláusula pétrea, só podendo ser modificado mediante nova constituinte.

 Além disso, a proposta viola o princípio da proteção integral por desconsiderar a condição peculiar de desenvolvimento da criança e do adolescente, instituído pelo Artigo 227 da Constituição e regulamentado pela Lei 8.696/1990 - Estatuto da Criança e do Adolescente.

O CONANDA apresenta a presente Nota Pública, manifestando-se veementemente pela rejeição das propostas apresentadas na PEC nº 33, de 2012 e apensadas.

 O CONANDA, pelos motivos acima expostos, CONCLAMA o apoio dos Senadores que compõem a Comissão de Constituição e Justiça a rejeitarem a PEC 33/2012 e apensadas e;
convoca as entidades da sociedade civil a se insurgirem contra o retrocesso e ataque a direitos historicamente conquistados e consolidados, ameaçados pela referida Proposta de Emenda à Constituição.

                  
         CONSELHO NACIONAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

        

       











E aqui em Açailândia do Maranhão, o COMUCAA., correspondente municipal ao CONANDA, promoveu no ultimo dia 15 um seminário, ministrado pelo “Projeto Sementes/Pastoral do Menor/Rede Maranhense de Justiça Juvenil/CEDCA-MA”, com o tema “MSE/Medidas Socieducativas a Adolescentes em conflito com a lei”.
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·         Entre as questões mais estudadas e debatidas, com as intenções e compromissos, foram justamente relativas à “redução da maioridade penal”.
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·         Com a NOTA PUBLICA do CONANDA, seria bom tom nosso COMUCAA, o principal órgão local do ‘sgdca/sistema de garantia de Direitos de Crianças e Adolescentes’ também emitir ‘Nota Pública’, com as conclusões do seminário e assumindo plena e vigorosamente o protesto e repúdio à  tentativa parlamentar de reduzir a maioridade penal.

(Eduardo Hirata)


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terça-feira, 19 de setembro de 2017

• “CURA GAY”?







·     “CURA GAY”?


O tema é renitente aqui em Açailândia do Maranhão,  como em todo o Brasil (Açailândia é Brasil!...).


Para a esmagadora maioria da população, não só evangélica, “gay” é um “sem vergonha, um depravado, que merece taca, cadeia e morte torturada pra deixar de safadeza”, como me disse um aposentado, evangélico “salvo pela  graça de Jesus”.


Como tenho cabelo comprido, faço rabo de cavalho, aparento ser um ‘espantalho, um et., um  coisa estranha’, pelo fato de ser japonês – não, sou brasileiro, paulista de nascença, maranhense de coração...- e mais ainda, posar de barbicha, bigode e barba rala...


Nos tempos do ‘Bin Laden’, a criançada me tinha por ele, e desde sempre, como “viado’ também – há muito uso cabelão comprido... Não sou gay, mas e se fosse, qual o problema que incomoda tantos(as) ‘irmãos/ãs’?


Lembro que alguns anos atrás, o executivo anterior encaminhou projeto de lei à Câmara Municipal, para a criação de quatro conselhos municipais, sendo um o de “Diversidade Sexual”.



 Na sessão, um “lobby’ de uma dezena de pastores (ou bispos, ou apóstolos, a alta hierarquia eclesial...) ‘intimidou’ a nobre edilidade, certamente com ‘ameaças’ de fogo eterno no inferno com o espeto do capeta belzebu...


 Os outros três conselho ‘passaram’, mas o da “Diversidade Sexual” (um dos pastores na ocasião me disse: “... Hirata, não dava mesmo pra aprovar esse conselho de gays...Açailândia é de Jesus!”.


E agora volta à tona a “cura gay”. Do jeito que é a nossa Açailândia, é bem capaz de vir a ser, sim, e entregue a(o)s ‘especialistas na cura gay’, que não serão psicólogos(as), psiquiatras, mas “as igrejas”, que hoje já se acham na “cura das drogas”,  e com bom recurso público...


E vamos que vamos, como diz o Boechat...


(Eduardo Hirata)

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A “cura gay” é mais uma chance de evangélicos ganharem dinheiro com a ignorância alheia. Por Kiko Nogueira



 No “DCM/Diário do Centro do Mundo”


 19 de setembro de 2017



A decisão da Justiça do Distrito Federal permitindo, em caráter liminar, que psicólogos possam tratar homossexuais como doentes abre espaço para a famigerada “cura gay”, empulhação de evangélicos e curandeiros doentes.


O Conselho Federal de Psicologia vai recorrer às instâncias superiores, mas a felicidade de fanáticos religiosas é imensa.


Num “debate” entre Marco Feliciano e o vlogueiro Felipe Neto no ano passado, um dos momentos mais estapafúrdios entre tantos momentos estapafúrdios foi quando o pastor e deputado declarou conhecer “mais de 5 mil” gays.

“Desses 5 mil, 90 por cento deles passaram por abuso sexual na sua infância. Foram abusados por algum adulto. Noventa por cento. Os outros dez por cento que sobraram tiveram transtorno com a figura do pai, transtorno com a figura da mãe. Foram violentados”, disse.

Em 2013, Marco Feliciano aprovou na Comissão de Direitos Humanos e Minorias um projeto de lei de um colega propondo a “cura gay”.

Garante que conhece várias pessoas que “largaram” o vício. Em junho do ano passado, convocou oito delas para dar um depoimento na Câmara.

O próprio Feliciano deveria passar por esse tipo de tratamento antes de prescrevê-lo aos outros. Algumas das técnicas usadas:
. “Profissionais” ligam eletrodos na genitália e passam filmes pornôs gays. Dependendo da reação, choque.
. Um emético é servido aos “pacientes” durante a exibição de — novamente — pornôs gays. O sujeito vomita enquanto assiste.
. Um outro método conhecido: reza. Ou, como fanáticos chamam, “intervenção espiritual”. Há sessões de “descarrego”.
. Em abril de 2012, o escritor Gabriel Arana descreveu sua experiência: o terapeuta culpou seus pais por sua homossexualidade e pediu-lhe para se distanciar de suas melhores amigas.
. Um jovem americano processou seu psicanalista depois que ele pediu que ele se despisse e se tocasse para se “reconectar com sua masculinidade”.

Nos EUA, Obama pediu a extinção dessa picaretagem. “Partilhamos da preocupação a respeito dos efeitos devastadores sobre as vidas de trangêneros, gays, lésbicas e bissexuais”, disse a assessora da Casa Branca, Valerie Jarret. Foi uma reação ao suicídio de Leelah Alcorn, transgênero de 17 anos que se atirou na frente de um trator.

Lá como cá, essa empulhação é uma obsessão da direita religiosa. Desde 1990 a Organização Mundial da Saúde não considera a homossexualidade uma doença.

Para além da burrice, do atraso e da demagogia, está a velha vontade de ganhar dinheiro.

Em 2013, pelo menos seis clínicas brasileiras ofereciam serviços de “conversão” — todas elas, ligadas a igrejas. Eis mais um filão a ser explorado por oportunistas em nome de Jesus.

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segunda-feira, 18 de setembro de 2017

“DESAFIO DOS CONSELHOS TUTELARES NO SISTEMA DE GARANTIA DE DIREITOS”: é o tema do “XIX Encontro de Formação de Conselheiros e Ex-Conselheiros Tutelares da Região Sul Tocantina”, dias 20 a 22 de setembro, em Açailândia











(Com informações do CONTUA/Conselho Tutelar de Açailândia)


Promovido pela ACECTMA/Associação de Conselheiros e Ex-Conselheiros Tutelares do Estado do Maranhão, acontecerá em Açailândia, dos dias 20 a 22 de setembro,  o “XIX Encontro de Formação de Conselheiros e Ex-Conselheiros da Região Sul Tocantina”. O “XIX Encontro” acontecerá no Salão Paroquial da Igreja São Francisco, Rua Bom Jesus, Centro.

 O tema do evento,  “Desafio dos Conselhos Tutelares no Sistema de Garantia de Direitos”, programada para a manhã do dia 21/09, entre 0830 e 1200 horas, será ministrado, na forma de painel, pelo procurador federal Edson Sêda, um dos relatores do ECA/Estatuto da Criança e do Adolescente.

Ainda na programação, apresentações da Comissão Juvenil do Fórum Dca (Direitos da Criança e do Adolescente) Açailândia, e o painel “A nova metodologia que a lie n.º 13.431/2017 estabelece e o papel dos municípios na implementação do sgdca/sistema de garantia de direitos de Crianças e Adolescentes, vítimas ou testemunhas de violência”, ainda no dia 21/09.

No dia 22/09, estão previstas a apresentação do COMUCAA/Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente,  “A importância do FIA/Fundo para a Infância e a Adolescência nas leis orçamentárias LDO,LOA e PPA e a experiência de Açailândia, e a eleição da coordenação da Região Sul Tocantina da ACECTMA e dos Delegados ao VII Congresso Nacional  de Conselhos Tutelares.

Também deverão participar do “XIX Encontro”, representantes de cmdca/conselhos municipais dos direitos de Crianças e Adolescentes,bem como outros conselhos de direitos e de políticas públicas.


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domingo, 17 de setembro de 2017

Às vezes, basta uma oportunidade








Às vezes, basta uma oportunidade


·               Prá ver e sentir a importância do esporte e do lazer para nossas Crianças e Adolescentes. Como política pública social, educacional ou de lazer, nossa Açailândia do Maranhão deixa a desejar.
·               Instalações esportivas inseguras e insalubres, deterioradas e abandonadas, não adequadas às atividades de Crianças e Adolescentes, sejam quadras, ‘ginásios’, campos de futebol, etc.
·               As “escolinhas de futebol”, que são muitas e com perto de mil Crianças e Adolescentes, quase nenhuma atenção recebem do ‘poder público’, sendo a mais regular financiamentos há anos seguidos pelo FIA/Fundo Municipal para a Infância e a Adolescência, deliberado pelo COMUCAA/Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.
·               Até que o ‘orçamento público municipal’ “contempla” as escolinhas de futebol/futebol de base, mas ‘orçamento público’ é mesmo uma peça de ficção, como diz o povo, “... conversa prá boi dormir...”.
·               Mas como santo de casa nunca fez, nunca faz e jamais fará milagres, vejamos o artigo a seguir, de um bom exemplo, uma boa prática por este Brasilzão afora...

(Eduardo Hirata)
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Às vezes, basta uma oportunidade


por Ana Luiza Basilio — na “Carta Capital”, 15/09/2017





A chegada de um centro de iniciação esportiva em Franco da Rocha mudou a vida das adolescentes Tainara e Ane



Tainara Souza Ribeiro e Ane Carolina Silva Ramos têm mais a compartilhar do que a predileção pela jogadora Marta e pelo craque argentino Lionel Messi. Amigas desde a infância e moradoras do bairro Vila Palmares, no município paulista de Franco da Rocha, as duas sempre perseguiram a paixão pelo futebol.


As peladas no campo de terra da região nunca foram problema, nem as caminhadas de 40 minutos que as separavam do local. Tudo em nome da inspiração. “O futebol me acalma”, assegura Ane. “Quando jogo, sou outra”, afirma Tainara.


Em junho de 2016, no entanto, a distância das garotas até o hobby começou a se encurtar. Às vésperas das Olimpíadas, foi inaugurada em uma das ruas do bairro Chácara São José uma volumosa construção em local conhecido, mas evitado pelos moradores até então, por ser ponto de apoio ao tráfico de drogas. 



Por ali, a ilegalidade parecia chegar ao fim. Quadras, arquibancadas, mezanino, vestiário, academia... Concretizava-se o Centro de Iniciação ao Esporte (CIE), segundo equipamento esportivo a ser inaugurado em Franco da Rocha desde 1979.



Um convite ao esporte e uma tentativa de ampliar o repertório dos quase 147 mil habitantes, que, apesar da melhora dos indicadores sociais nas últimas décadas, circulam por uma das mais pobres regiões da Grande São Paulo.  
O CIE oferece 20 modalidades esportivas olímpicas e não olímpicas. Tainara e Ane seguem convictas com o propósito de jogar futebol. Deixaram de jogar simples peladas e partiram para treinos oficiais semanais. As adolescentes de 16 e 17 anos, respectivamente, agora pertencem ao time de futebol feminino de Franco da Rocha. 



As amigas se distanciaram um pouco, é verdade, mas só durante os treinos e jogos. Tainara é atacante e, inclusive, detém a marca do gol mais bonito pela segunda divisão do campeonato regional do ano passado, de bicicleta. Ane, por sua vez, prefere construir as jogadas como meia ou lateral esquerda. 




Elas se somam à lista dos 1,2 mil atendimentos feitos, em média, por mês no CIE. E não há só jovens no espaço, mas também crianças e idosos. Não há restrição de idade e a participação requer apenas o cadastro prévio e a liberação médica para a atividade escolhida.


Há ainda exercícios orientados para mulheres grávidas de baixa renda encaminhadas pelas unidades Básicas de Saúde e para 40 crianças da rede escolar com síndrome de Down, dificuldade motora e déficit de atenção.


O objetivo é possibilitar um amplo acesso a atividades esportivas e também mirar as competições. Segundo o treinador de handebol da cidade e administrador do CIE, Marcos Machado, aliar a formação inicial com a competição garantiu projeção esportiva a Franco da Rocha. “Estamos em evidência e temos sido procurados por vários outros municípios para fazer o intercâmbio dessa experiência.”


Para Silmara Ciampone, secretária-adjunta de Cultura, Esporte e Lazer, o percurso é significativo, sobretudo para Franco da Rocha, município que sempre recebeu mais presídios e cadeias do que equipamentos de lazer e cultura.


O CIE é mantido por 20 professores de Educação Física, além de gestores e profissionais de serviços gerais. A unidade de Franco da Rocha, que contou com repasse do governo federal de 3,8 milhões e contrapartida de 300 mil do município, é a única entregue das 220 previstas em todo o País pelo Programa de Centros de Iniciação ao Esporte (CIE), do Ministério do Esporte.


Os CIE compunham o tal “legado” das Olimpíadas, mas, como sempre, quase nada restou. Com investimento total de 787,5 milhões, o programa prevê a entrega de outras 95 unidades até dezembro de 2018.


Os demais contratos estariam em fase de ajustes de projetos e licitação. Por ora, as luzes estão sobre Franco da Rocha. Os desafios também. “O CIE é um atrativo, mas ganhar a guerra contra o tráfico é das tarefas mais difíceis. Ainda precisamos de suporte social para enfrentar essa questão”, reconhece Ciampone.


Enquanto isso, a estratégia do município tem sido a de ancorar o Centro nas leis e garantir a sua continuidade, independentemente da gestão atuante, hoje nas mãos do petista Kiko. É o caso do Plano Municipal de Esportes, aprovado pela Lei Complementar nº 271, que orienta as ações esportivas de Franco da Rocha pelos próximos dez anos e determina que o CEI só pode ser utilizado para atividades esportivas.


Nada mal para um espaço que tem encurtado distâncias: Tainara e Ane também foram sondadas para integrar o time de futebol feminino do Centro Olímpico de São Paulo. Além disso, Ane tem a possibilidade de integrar a equipe feminina de uma instituição privada de ensino superior e, em contrapartida, ganhar uma bolsa de estudos.


(Fotos: Orlando Junior, Prefeitura de Franco da Rocha)


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