sábado, 26 de julho de 2014

Gaza: Além de mortes, crianças em estado de choque são cotidiano na sala de emergência. E Israel continua a matança, com aval mundial!




(Eduardo Hirata)

E Israel se repete, em sua saga do extermínio palestino. Estado terrorista criado após a segunda guerra mundial, já se envolveu em guerras com seus vizinhos árabes-muçulmanos, e ultimamente, dedica-se feroz e criminosamente, ao arrepio do mundo, a eliminar da face da terra qualquer resquício da raça paletina.

Como em todas as guerras e barbáries human@s x human@s, as Crianças são as que mais sofrem. Indefesas, e por sua condição peculiar de desenvolvimento, conforme define nosso ECA/Estatuto da Criança e do Adolescente.

O que me impressiona e estarrece particularmente é que brasileir@s (e açailandenses e maranhenses) desfaçam de toda uma tentativa diplomática e humanitária do governo Luis Lula Inácio da Silva, na busca de uma verdadeira paz para o Oriente Médio, e no faceboobk manifestam explicito apoio a Israel em sua “guerra contra o terrorismo”.

Isso, como macac@s de auditório, continuem desvalorizando gente nossa para idolatrarem o Obama, o Netanyahu, se esbaldarem com a tecnologia infernal e o poderio fantástico do bandido Israel!

Eixo do mal mundial não é a Coréia do Norte, o Irã e “anões” do tipo, como bem classifica Veja e a imprensa cúmplice do imperialismo americanosionista, mas sim os próprios EUA e Israel, com o silêncio constrangedor de mais de meio planeta...

Que terrorismo? Quem são terroristas? O Hamas, a Jihad Islâmica, a Al-Qaeda? O terrorismo pós-moderno é o de Estado, comandado globalmente pelos EUA  seu Nobel da Paz (que ironia!), Barack Obama, e seu legítimo representante no Oriente Médio é justamente Israel.

 Foi na base de “invasão, ocupação”, de bombas, da metralha, de atentados, que Israel se criou, e (mais uma ironia!) em processo internacional liderado pelo Brasil.

Então não me venham com apoios a Israel e esse assassinato em massa de um povo expulso de suas terras depois de um milhar de anos. Puxem pela memória e lembrem do holocausto judeu, sim, mas também do Vietnam (já esqueceram a foto mundialmente consagrada e histórica das Crianças correndo nuas por terem roupas e corpos queimados pelo napalm estadunidense? Ou do Prêmio Pulitzer de Fotografia, do menino africano morrendo de fome enquanto o abutre aguarda pacientemente? E essa desgraça africana-outro terrorismo disfarçado- continua, perpretada pelo imperialismo norteamericano e sua guangue?)

Israel é um Estado covarde e assassino, sim, que merece a repulsa de todas as pessoas om um mínimo de sensatez e senso humanitário, ou como se alega aqui na maior nação cristã do mundo, de  espírito cristão!

A seguir, artigo sobre martírio das crianças na Palestina, Gaza.

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Gaza: Além de mortes, crianças em estado de choque são cotidiano na sala de emergência

Shareef Sarhan/UNRWA

Mortalidade infantil representa 25% das baixas da ofensiva israelense em território palestino; questão psicológica compromete futuro da população, diz médica em Gaza


(Por Patrícia Dichtchekenian, do Opera Mundi, publicada em 24/07/2014,no site da revista “Carta Capital”, SP)

“Há muitas crianças que chegam à sala de emergência sem machucados graves ou fisicamente preocupantes. Elas chegam, na verdade, em estado de choque”, conta diretamente da Faixa de Gaza a coordenadora de saúde francesa da organização MSF (Médicos Sem Fronteiras), Audrey Landmann, a Opera Mundi.

Nos últimos dois dias, uma criança morreu a cada hora em Gaza, aponta o relatório do dia 22 de julho do Ocha (Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários, em inglês) na Palestina.  Desde o dia 7 de junho, a operação israelense “Margem Protetora” já deixou 635 mortos, dos quais 77% são civis e, destes, 161 são crianças, representando 25% das baixas. Dos 3.500 feridos, 1.100 são crianças.

Para além das estatísticas, a médica francesa aponta que o conflito traz efeitos psicológicos devastadores a longo prazo para as crianças, impactando no futuro da população palestina. “As crianças ficam próximas de casas que foram bombardeadas e presenciam diversas mortes. Elas têm muitos pesadelos e acordam toda hora à noite por conta dos bombardeios. Consequentemente, há uma série de sintomas crônicos que acabam se desenvolvendo”, argumenta Landmann.

Entre 2008 e 2014, a Faixa de Gaza foi palco de pelo menos três grandes operações israelenses, com a justificativa de Tel Aviv de combater o braço armado do grupo Hamas. Para a coordenadora da MSF, essa sucessão de conflitos e traumas resulta em sintomas psicológicos profundos. “Há uma grande quantidade de crianças – e adultos em geral - que apresentam quadros depressivos ou que têm problemas para se exteriorizar, se sociabilizar”, diz.

Segundo o relatório da agência da ONU na Palestina, há pelo menos 116 mil crianças que deveriam receber suporte psicológico especializado para lidar com as experiências de morte, luto, violência, abuso e perda. Por sua parte, o Ocha já atendeu 1.196 crianças na Faixa de Gaza.

A entrevista de Opera Mundi com Audrey Landmann foi interrompida por duas bombas que explodiram a cerca de 500 metros da casa da médica francesa; ouça aqui

Contudo, apenas dois dos seis centros comunitários de saúde mental das Nações Unidas estão em funcionamento no território palestino. Além disso, pelo menos 18 unidades de saúde, incluindo três hospitais, foram atingidas pelos mísseis israelenses, de acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde).

Por enquanto, a MSF ainda não disponibilizou o atendimento psicológico em Gaza, tendo serviço semelhante na região palestina da Cisjordânia.

“O primeiro tratamento nesses casos é escutar essas crianças e dar voz a elas. Depois, é preciso ver que sintomas essas crianças vão desenvolver semanas depois desse estado de choque. Muitas não vão querer mais sair de casa e vão desenvolver outros tipos e comportamentos”, explica Landmann.

A questão psicológica para as crianças é tão séria em Gaza que até a UNRWA (Agência das Nações Unidas para os Refugiados da Palestina no Oriente Médio, em inglês) desenvolveu uma nova via de captação de doações a partir de US$ 30 que serão destinadas para oferecer tratamentos psicológicos a crianças traumatizadas